sábado, 15 de novembro de 2008

essa pérola eu tenho que compartilhar...


saiu em um guia de entretenimento e cultura aqui de mogi das cruzes (sp) chamado "acontece mogi" (n. 27, da semana passada); eu juro que quando vi achei que era gozação... mas a parada é séria!! nem sei como comentar... o fato é que a gente (eu, pelo menos...) espera de um veículo de comunicação com tal pretensa proposta uma coisa um pouco diferente, algo assim como mostrar caminhos alternativos, fornecer informações novas, dentro de critérios minimamente exigentes quanto à qualidade das coisas; bom, anunciar um lanche do "tio ronald" e ainda rasgar seda para uma rede símbolo do capitalismo selvagem que só vende refeições industrializadas de sabor "pasteurizado" (embora eu também goste disso...) não me parece algo muito interessante e muito menos uma grande prestação de serviço à população em geral... sem falar que quase ninguém conhece o macdonald's, né? além disso, não há "dia de mclanche feliz" - quem é ingênuo pra não saber que eles também ganham rios de dinheiro com isso, pois é só lembrar da dedução nos impostos...) que consiga minimizar o imperialismo econômico desses fazedores de sanduíches "matadores de fome"; até hoje eu não me conformo com aquela campanha publicitária na qual eles assumiram isso!! bom, desse jeito a gente só pode pensar que a referida publicação não tem proposta nenhuma a não ser a de fabricar dinheiro para si mesma... eles podiam pelo menos, ao invés do título "dica gastronômica", ter colocado "espaço publicitário"; teria sido mais honesto...

p. s.: pra quem não sabe, mogi é um dos poucos lugares do mundo onde uma loja do mcdonald's, de frente para uma universidade, faliu após alguns meses... não sei se isso é bom ou ruim...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

santos (sp) II


santos (sp) I


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

alguma coisa sobre arte


"em toda arte existe uma necessidade de ordem, mas não o tipo de ordem convencionada"

"(...) uma coisa que apenas proclama e cumpre determinada finalidade jamais poderá ser obra de arte"

roberto burle marx (1909-1994)



dia desses eu assisti a uma vídeo-aula sobre arte, produzido pela secretaria de estado da educação, dentro de um programa de formação para professores chamado "a rede aprende com a rede" (putz... que trocadilho podre!!); não vou entrar em detalhes, mas o que vi lá foi algo que me deixou bastante preocupado... sintetizando, foi um festival de confusão quanto aos conceitos artísticos adotados, além de um grande desfile de clichês terminológicos ("território" é apenas um deles...); não me recordo do nome das pessoas que estavam lá falando, mas acredito que se julgavam portadoras de um discurso competente em relação à arte, pois senão não estariam no papel de formadoras de professores e falando com tanta convicção; é sempre triste ver o conhecimento ser compartilhado de forma tão absoluta... lamentável...; patente também ficou a tendenciosidade quanto às modalidades artísticas (ou como elas diriam, "suportes"...) - as artes visuais receberam um grande espaço, em detrimento de outras como o teatro, a música e a dança; as artes visuais, por exemplo, foram ressaltadas a partir de um referencial descaradamente "vanguardista" (se é que essa palavra faz algum sentido hoje em dia), ou seja, privilegiando as linguagens "modernas" e sem deixar muitos espaços para manifestações artísticas, digamos assim, mais tradicionalistas; aliás, a adoção de critérios atravessados na linha do tempo, sem levar em conta os aspectos históricos que precisam ser utilizados para qualquer contextualização de uma determinada produção artística me chocou!! como alguém pode querer comparar exemplos de linguagens artísticas tão afastadas historicamente sem ao menos citar essa distância?!? o mais incrível é saber que esses vídeos são propostos para justificar um material didático sobre artes a ser empregado no ensino das crianças matriculadas nas escolas do estado; ah, como eu queria que as secretarias todas (e por que não os ministérios também...) fossem compostos por cargos elegíveis... ou não...